Na decisão que desencadeou a ação da PF, o ministro do STF diz que o grupo criminoso é dedicado à disseminação de fake news “com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”

Organograma do Twitter de Allan dos Santos e parte do grupo criminoso ao lado de Carlos Bolsoanro (Montagem)Por Redação

Na decisão que desencadeou a operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirma a existência do chamado “Gabinete do Ódio” e lista financiadores da milícia digital que propaga fake news e ameaças aos ministros da corte.

“As provas colhidas e os laudos periciais apresentados nestes autos apontam para a real possibilidade de existência de uma associação criminosa, denominada nos depoimentos dos parlamentares como ‘Gabinete do Ódio’, dedicada a disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”, escreveu Moraes.

O ministro ainda desenhou o organograma e o caminho da criação e disseminação das fake news no Twitter.

Entre os empresários que estariam financiando o grupo criminoso estão o dono da rede de lojas de departamento Havan, Luciano Hang, o véio da Havan; o dono da Smart Fit, Edgard Gomes Corona; Otavio Fakhoury, financiador do site Crítica Nacional; o humorista Reynaldo Bianchi Júnior; o coordenador do Bloco Movimento Brasil Winston, Rodrigues Lima.

“Ressalte-se, também, que toda essa estrutura, aparentemente, estaria
sendo financiada por empresários que, conforme os indícios constantes
dos autos, inclusive nos depoimentos dos parlamentares federais Nereu
Crispim, Alexandre Frota e Joyce Hasselmann, atuariam de maneira
velada fornecendo recursos – das mais variadas formas –, para os
integrantes dessa organização”, diz o texto.

Na decisão, o ministro também pediu o “bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram, dos investigados, necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

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