“E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos” – Gênesis 16:12

A impaciência na espera da promessa divina de que Abraão, já idoso, e Sara, estéril, teriam um filho levou os patriarcas a utilizarem um expediente legal e cultural da época. Agar, a escrava de Sara, se tornaria uma espécie de mãe de aluguel; contudo, o filho dessa união, Ismael, seria considerado legalmente como filho de Abraão e Sara. Isso, no entanto, criou uma grande rivalidade entre Sara e sua serva.

Deus enviou Seu anjo para salvar Agar e seu filho Ismael, profetizando que Ismael seria homem de guerra e estaria como uma afronta diante de seus irmãos.

Dessa promessa, surgiram os doze príncipes de Ismael, cujos descendentes são conhecidos como árabes.

A relação histórica entre os descendentes de Ismael e Isaque é marcada por hostilidade. Os árabes atacaram Judá durante o reinado de Jeorão e se levantaram contra Judá durante o retorno do cativeiro, conforme registros históricos.

Com a ascensão do Islã liderada por Maomé a partir do século VII, a relação se tornou ainda mais tensa. Os judeus passaram a ser cidadãos de segunda classe nos países islâmicos, sujeitos a tributos e impostos.

Após as Guerras Mundiais, os olhos do Ocidente se voltaram para o Oriente-Médio, em busca do petróleo. Os árabes passaram a construir cidades modernas com a riqueza do petróleo, intensificando o conflito com os judeus.

O conflito entre árabes e judeus atingiu seu auge com a partilha da Palestina pelas Nações Unidas. Em 1948, Israel declarou sua independência, mas a rejeição árabe à partilha deu origem a guerras na região.

Quando me perguntam sobre a solução do conflito, lembro que na morte de Abraão, seus filhos se encontraram em paz, sepultando-o juntos. Isso nos faz lembrar da profecia de Isaías sobre a paz que haverá entre Israel, Egito e Assíria.

Esta análise das raízes bíblicas do conflito entre Ismael e Isaque e sua relação com o conflito moderno entre árabes e judeus destaca a complexidade da situação. É importante olhar para o futuro com esperança e buscar a reconciliação.

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